O patinho tavu na lagoa... O Menininho tavu na canoa... Se eu fosse uma brabuleta.... Pegavu ele e butavu na maleta....

10/29/2004

Mais ou menos assim.





1.Ele saiu e foi a uma loja de plantas, entrou e viu uma bromélia em flor, não resistiu e, sabe-se lá porque, foi à flor e beijou.
2.Alguns resíduos de polens da flor ficaram no seu lábio, ele lambeu e então aquilo entrou na corrente sanguínea e foi, diluindo-se no sangue.
3.Manchas azuis foram surgindo no seu corpo e foi transformando ele numa pessoa diferente e muito, mais muito atraente.
4.As pessoas começaram a gostar dele, o que o fez interromper o tratamento com a dermatologista. Não adiantava nada mesmo... era bonito, ficou assim.
5.Um dia, uma pessoa o agarrou e o beijou, com fúria, e o deixou estático.
6.Depois de alguns passos, a valente pessoa, caiu com os seus músculos tensos, teve um espasmo e morreu. Dura como uma pedra... Laudo médico; envenenamento.
7.Ele então, sai da cidade e se posou num outro canto, onde ninguém o conhecia. Lá foi logo avisando; "Sei lá porque, me tornei venenoso..."
8.O efeito foi todo contrário. As pessoas da cidade se apaixonavam pela sua beleza e, quando sabiam que ele era venenoso, entendiam isso de forma hipotética, ou achavam que era um adjetivo sexy, e se encantavam mais ainda.
9.Mas uma vez, outro incidente. Dessa vez, uma pessoa atrevida, o esperou em uma esquina e o atacou. Ele tentou evitar os beijo, mas não foi possível tamanho era o desejo, daquela pessoa transtornada. Mesma coisa; morreu envenenada.
10.O que mais chocava era, que todas as pessoas envenenadas, morriam com um sorriso tão brilhante que parecia, realmente, haver encontrado a felicidade tão sonhada.
11.Isso só aumentou o desejo por ele, e uma dúvida assim o cercava; "Será que vale a pena morrer por um beijo desse homem quase azul?"
12.Algumas pessoas achavam que sim, pois pensavam que a vida não valia nada... Agora outras tremiam de medo... essas eram mais desesperadas.
13.Ele então, se sentindo responsável por tudo aquilo, fugiu correndo da vila e foi pro meio do mato.
14.Correu tanto e tantos quilômetros que caiu numa clareira esbaforido, perto da margem de um rio. Deitou na lama molhada e ali mesmo, dormiu tranqüilo.
15.Ao abrir seus olhos cansados, ele viu na sua frente um sapo. Um sapo azul.
16.Chegou bem perto do bicho, e lambeu suas costas molhadas... respirou profundamente, esperou a morte chegar.
17.Que nada... horas se passaram assim, ele, a lama e o sapo. E nada.
18.Virou-se para o céu, e viu que na copa das árvores havia milhares de bromélias em flor e delas explodiam sapos azuis.
19.Levantou-se, espreguiçou-se longamente, tirou a roupa e percebeu, que era uma pele nova que o revestia, igual ao sapo azul.
20.Ali então ficou. Morando naquela floresta. Aquele que encontra com ele, seja homem ou mulher, por ele fica encantado. Ele então, entrega seu beijo. Depois de morto, o beijado, ele o coloca no rio e deixa as águas levarem o coitado.
21.As populações dali de perto, quando encontram um corpo no rio, olham logo se a sorriso no rosto do cadáver.
22.Se sorrindo ele estiver, logo um fala; "Esse aí, beijou o sapo!"


...Feliz Dia das Bruxas...

10/28/2004

Dia Santo!



Oh Glorioso São Judas Tadeu
Convocamos a sua Proteção
Com a Graça que Jesus te deu
Para aclamar a nossa salvação!

Viva São Judas Tadeu!!!

Acho lindas essas Imagens de Santos... Tenho que Fazer o Batatada de São Judas Tadeu

10/26/2004

Ode Ao Burguês de Mário de Andrade (1893-1945)





Eu insulto o burguês! O burguês-níquel,

o burguês-burguês!

A digestão bem feita de São Paulo!

O homem-curva! o homem-nádegas!

O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,

é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!



Eu insulto as aristocracias cautelosas!

Os barões lampiões! os condes Joões! os duque zurros!

que vivem dentro de muros sem pulos;

e gemem sangues de alguns milréis fracos

para dizerem que as filhas da senhora falam francês

e tocam o "Printemps" com as unhas!

Eu insulto o burguês funesto!



O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!

Fora os que algarismam os amanhãs!

Olha a vida dos nossos setembros!

Fará sol? Choverá? Arlequinal!

Mas á chuva dos rosais

o êxtase fará sempre Sol!



Morte à gordura!

Morte às adiposidades cerebrais!

Morte ao burguês mensal!

Ao burguês cinema! ao burguês tílburi!

Padaria Suiça! Morte viva ao Adriano!

" — Ai, filha, que te darei pelos teus anos?

— Um colar... — Conto e quinhentos!!!

Mas nós morreremos de fome!"



Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina plasma!

Oh! purée de batatas morais

Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas!

Ódio aos temperamentos regulares!

Ódio aos relógios musculares! Morte e infâmia!



Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados

Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,

sempiternamente as mesmices convencionais!

De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!

Dois a dois! Primeira posição! Marcha!

Todos para a Central do meu rancor inebriante!



Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!

Morte ao burguês de giôlhos,

chorando religião e que não crê em Deus!

Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!

Ódio fundamento, sem perdão!



Fora! Fu! Fora o bom burguês!...

10/25/2004

Mas uma sobre a linda Natureza e seu Estilo Natural



Tão aclamada pelos moralistas, a Natureza é sempre citada para reclamar as condições e comportamentos naturais. Sempre "os infelizes" falam; "sou contra a "qualquer merda que ele sempre quis fazer mais tem vergonha de admitir" porque não é natural, não é de Deus. Deus criou bla bla bla" e assim vai.

Pois aqui vai, mais uma historinha verídica pra que a gente posso entender um pouco mais da tal Natureza, e assim, poder ver que, na sua terrível crueldade ela não é tão castradora e matemática como dizem.

Mamãe hipopótamo teve um lindo filhotinho e resolveu levá-lo pra que o bando pudesse conhecê-lo. Uma graça de criancinha, tão doce e inocente, carregava em suas formas infantis, toda a candura e delicadeza que se espera de um filhote redondinho, rechonchudo e meigo.

Mamãe hipopótamo estava feliz com sua doce cria, tão duramente concebida e agora, lépida e viva, a seguia para o seio do bando. Mas no bando, havia um grande e mal humorado rapaz, que ao ver Mamãe hipopótamos chegar, com aquele fofura ao seu lado, partiu para cima dos dois, e deixou o filhote em pedaços.

Como o Sr hipopótamos não come carne apenas o estraçalhou e assim fazendo, garantiu o jantar dos peixes e crocodilos do lago. Mamãe hipopótamo, transtornada ficou, e tentou reavivar seu bebe em pedaços. Vendo que nada sobrou, seguiu feliz e faceira com seu bando e caiu de amores pelo assassino assanhado.

É assim a Natureza. Nada julga, nada condena. Por isso, quando falarem dela novamente, tentem entender seus movimentos ou a deixe fora de seus discursos moralistas e fedorentos.

10/22/2004

Seria cômico...



Mas uma vez a vida imita o Cartoon, ou, os Contos de Fadas. Por isso, começo essa história trágica de forma romanesca...

Era uma vez, um guri loirinho, quase um elfo tadinho, bem bonitinho mesmo, que gostava de ursinhos. Colocava em todos eles, nomes de bichinhos fofinhos e os tratava como pequenos amiguinhos. Isso tudo, numa grande floresta do Alasca, onde toda a ursarada estava em desespero pra trepar e se alimentar. Tinha que ser tudo, antes do inverno chegar.

Mas nosso guri loirinho, no meio dos ursos entrava, e com o cinegrafista falava, mostrando para nós - que seguros em casa estávamos - o quão mentirosos eram os caçadores de ursos, quando diziam pro mundo, que eram maus e assassinos. Que nada...

- Lá está o Bauble, meu preferido - falava pra câmera o loirinho - vem cá meu queridinho, vem... Olhem como ele é lindo estraçalhando um salmão, que pegou no ar, com seus dedinhos que mais lembram um molho de facas afiadas.

Isso se passou durante o verão, onde todos os Ursos estavam muito preocupados com o sono de inverno. Saibam vocês, que, aqueles que não comem muiiito e engordam horrores, podem não acordar no próximo verão... dormir pra sempre na fria estação.

Pois o fim do verão estava chegando, Don Loirinho e sua equipe, ainda insistiam em provar para o mundo, que seus amiguinhos felpudos eram puro amor e carinho. Ora, vejam vocês, um ou outro ursinho, ainda muito magrinho, desesperado com a longa noite de sono, foi atrás do seu amiguinho elfo loirino e, sem pestanejar, abocanhou ele inteirinho e, de sobremesa, comeu o câmeraman. Ficou assim gordinho e foi a caverna dormir, seu sono de inverninho, com a certeza que no próximo verão, faria nova refeição.

E assim acaba a história - verídica - do garotinho loirinho, amigo dos animais bonzinhos e os tratou com tanta ternura e carinho que doce ficou. Então, o bichinho esfomeadinho... o comeu inteirinho.

Demorei um pouco pra parar de rir e ficar com pena de tal gurizinho. Pena por ele pensar que os animais têm a nossa forma de pensar e de entender as coisas, de achar que a floresta é uma rua com crianças abandonadas e ver ele jogar, toda sua boa intenção, por água a baixo. Ele queria mesmo, era provar pro mundo, que não deveriam matar os Ursos, como estão matando por lá. Acabou ajudando a da mais motivo pro divinal humano, julgar melhor esse animal e assim, tirar a vidas daquelas feras, que não merecem viver. Pois não sobram retribuir tanto amor que foi lhes dado. Agora, me respondam... porque o ser humano é tão imbecil assim?! Que Deus abençoe esse guri loirinho.

10/20/2004

Um Chato no Chat a Muito tempo atrás...



Rindo muito, isso ficou meio "Esperando Godo" do Samuel B.num chat. Guardei prara mostrar pro BUM e acabou ficando aqui. Tô postando pra quem quiser rir um pouco. Ta conversa de doido mesmo... Ah! Divirta-se.


[Paty] oi!
[Aninha] q foi?
[Paty] Quero teclar?
[Anônimo] o q é 0,6!?
[Paty] Alguém quer teclar?
[Normal] pq estamos aqui? Como é viver assim? Estou tão carente de respostas?
[Paty] oi!? Ë comigo?
[Normal] isso num era pergunta
[Aninha] viu?
[Anônimo] vi sim..
[patus] q bom
[Aninha_daki] eu tô assim ó: d[0.0]b
[Aninha_daki] e vc tah bein?
[patus] acho q sim
[patus] quer dizer...espero
[Aninha_daki] bom tamém!
[Aninha_daki] c tah esperandu mesmu?
[patus] to
[patus] quem sabe né?
[Aninha_daki] é
[patus] um dia vem
[Aninha_daki] sei lah... eu naum espero naum!
[Aninha_daki] pra onde?
[patus] pois é
[patus] mais eu nào posso sair sem ver
[Aninha_daki] am... tah entaum..
[patus] se não...
[patus] to frito
[Aninha_daki] ...?
[Aninha_daki] fritandu?
[patus] nào, to frito... to ferrado... to fudido
[patus] se não esperar
[Aninha_daki] pohha!
[Aninha_daki] tah, entaum espera... e espera muuito!
[Aninha_daki] tah esperandu u que?
[Aninha_daki] vai esperar!
[Aninha_daki] ja!
[patus] o cara, oras
[patus] o cara
[Aninha_daki] q q tem o cara?
[patus] tem q eu tenho q esperar até ele entrar, se não to frito...
[Aninha_daki] e ele vai te salvar?
[patus] acho q sim...
[Aninha_daki] ou naum é?
[Aninha_daki] né...
[patus] nem brinca
[patus] nem brinca com isso
[Aninha_daki] caralhoooo.. tam um alarme insuportavel do carro do vizinhu aki.. e naum para, e eu num posso aumentar animal o som pq minha miga tah dormindo no quartooo....
[patus] ih... será q foi... ih... q estranho...
[Aninha_daki] foi onde?
[patus] acho q eu to viajando já, tb já roi todas as unhas das mãos e dos pés, esperando...
[patus] daqui a alguams semanas... dia 2
[patus] e vc?
[Aninha_daki] aham..
[Aninha_daki] brigado
[Aninha_daki] parabéns também..
[patus] obrigado tb
[patus] vc gosta dessas coisas?
[Aninha_daki] naum
[patus] nem eu
[Aninha_daki] q som c tah baxando?
[patus] nenhum
[Aninha_daki] am..
[Aninha_daki] pq?
[patus] num achei nada aqui
[Aninha_daki] opçaõ naum falta!
[Aninha_daki] pohha!
[Aninha_daki] nada?
[Aninha_daki] q som c tah procurando?
[Aninha_daki] saiu final de semana?
[patus] uma mulézinha q canta jazz, a Jane Mornhet
[patus] saio
[Aninha_daki] aham..
[patus] é né, tem q sair se não...
[Aninha_daki] aki tem mais eletrônika q eu saiba, mas é internacional em geral... tem bastante coisa..,
[patus] tem sim, mais depende da hora
[Aninha_daki] tem mesmu, fico loka sem sair!
[patus] agora mesmo, num tem nada
[patus] o q é 0,6?
[Aninha_daki] nada du que?
[Aninha_daki] sei lah.. o q é?
[Aninha_daki] numeros,,
[Aninha_daki] muitos numeross
[patus] ahm
[patus] e sabia...
[patus] nada do q eu quero...
[patus] ih, mais num chega nunca
[Aninha_daki] aiai..
[patus] a espera é uma coisa interminável, não?
[patus] tem horas q dá vontade de rancar os cabelos
[Aninha_daki] ranca tudo... q q c tah esperandu? quem é o cara???
[patus] o IORRA!!!
[patus] patife
[Aninha_daki] ??
[Aninha_daki] tah... e quando ele chega seu loko?
[patus] ele disse q seria logo...
[patus] to esperando...
[patus] e graças a vc, não morri de tédio
[Aninha_daki] ah poisé!
[patus] é né...
[patus] q bom
[patus] vc tem irmào fanático por computador tb!!!
[Aninha_daki] huHAUHA... vc tem?

10/19/2004

Eu, M e o Mauricius.



Há tempos nessa cidade aqui, ia abrir uma boate chamada Madame Kaus. Uma réplica, mau ajambrada e de muito mau gosto, de uma já réplica chamada Dr Smith no Rio de Janeiro. Claro que era um lugar com pretensões de mostrar "ao mundo" o quanto Niterói é cafona e mofada.

Bem, eu e M. fomos convidados para trabalhar como RP (Relações Públicas) desse muquifo de Mauricius e Pats dessa cidade bizarra. Pra mim, o convite foi super informal, encontrei um pateta na rua q falou: "Vamos abrir uma casa que é a sua cara e precisamos de você por lá..." - Casa que é a minha cara?! Quem essa gente pensa que é pra saber como é a minha cara?!

Enfim, por causa da forma do convite, pensei; "vou faturar um trocado, vou trabalhar nessa merda." E fui... Encontrei M. lá, no dia da tal entrevista (porra, neguzinho me pára na rua, diz que precisa de mim e me chama pra fazer "entrevista de emprego"... como assim?!). Foi um reencontro fabuloso, pois não nos víamos há muito tempo e por isso, soltamos o verbo. Tagarelávamos como dois viciados!

A emoção de ver M. ali foi tão legal q nem me dei conta que estávamos ali. Até a hora q o Tal Dono da Merda, pediu para ficarmos calados pois ele estava falando, e pra isso, se utilizou da velha frase feita: " Quando um burro fala..."

M - Olha só, meu querido, pra mim, burros não falam... e se falam, eu não os entendo...

Ri muito, porém, nos calamos logo quando podemos ver nos olhos do Dono da Merda que ele não estava brincando. E por isso, ele começou muito bravo seu discurso de boas vindas...

Dono da Merda - Olha só, estava analisando o currículo de vocês - nós havíamos feito o currículo ali na hora, pois nem sabíamos q seria necessário levar currículo pra trabalhar em porta de boate chinfrim - e vi que tem gente aqui que fala até russo - M. fala russo fluente e é Negona, um luxo - o que muito me impressionou, porém, fiquem vocês sabendo que, quem manda aqui sou eu, e não é porque vocês sabem mais do que eu que não terão que cumprir minhas ordens e bla bla bla...

Eu ouvi tudo calado, e tentei me manter calmo com a antipatia do tal Dono da Merda. Até que ele resolveu apresentar o uniforme. Uma calça preta, uma camisa cacharrel uva, e um colete preto - peça de vestuário que eu não usaria nem se estivesse me afogando na baia de Guanabara - com a marca da boate, que não passava de um alvo, estampado atrás. O que era aquilo?! Foi o cara falar a palavra mágica e eu pular da cadeira;

Dono da Merda - Vocês usarão isso de segunda a segunda...
Eu - Nem pensar!!! De jeito nenhum eu coloco essa roupa bichinha suburbana, meu filho... escuta aqui, até ser mandado por alguém mais burro que eu, agüentei sem reclamar porque sei que gente burra é muito fácil de manipular. Agora, daí a ter que ficar vestido dessa maneira é um pouco de mais. Nem pensar que alguém vai me ver assim!!!
M - Imagina isso, realiza!?! Alguém que a gente conhece, aqui nessa cidade minúscula encontrando a gente com um alvo escrito Madame Kaus nas costa!?
Eu - Olha só, todo arrepiado!!!
M - Vamos embora e fingir que isso não aconteceu.
Eu - Vamos agora!!! Se demorar mais um pouco eu saio gritando Socorro daqui. - para M - Mas o que você fez que sumiu de vez?!
M - Ah, não to podendo sair mais não, tenho estudado muito, acabando o mestrado bla bla bla...

E assim fomos eu e M. de lá pra fora, numa tagarelisse sem fim, e, se alguém falou alguma coisa... hummm, juro que não ouvi. Também não entendo o que os burros falam.

Uma singela homenagem ao governo Lula que, como eu sobe, ao ler num artigo pela Internet a fora, está querendo nivelar tudo por baixo.

10/16/2004

Onde é o fim da linha?



Estava eu na Loteria, indo pagar um boleto, e me deparei com uma cambada de velhinhos na luta para ganhar 1 milhão de reais. Mas eram velhinhos em plena decrepitude tentando a sorte. De cara eu pensei; "como esse povo vai aproveitar essa grana?" Corre o risco de saber da notícia e meio que partir dessa para melhor, justamente por causa da mesma. Quem entende a humanidade e o dinheiro?

Mal comparando me lembrou de uma festa que fui com "um mala", que era bem mala mesmo. Chegamos na festa - festa de mala - eu olhei, olhei e não vi nada. Nada me via também! Aí corri para o bar da festa e fui encher a cara. E assim foi, noite inteira, bebendo todas e brincando de homem invisível, até a hora que o mala veio com o velho vamos embora... Claro q fui correndo e o babaca me encontro no carro, já com o cinto e feliz da vida. Bem, nas "indas e vindas" da manobra pra tirar o carro, o bolha solta essa;

Mala - Caramba, quem era aquela loirinha gostosa que ficou te dando mole na festa o tempo todo? A garota te comia com os olhos... porque tu não pegou?
Eu (batendo no vidro) - Vamos voltar!!!
Mala - A festa acabou, não ta vendo? É de manhã, seu babaca...

A festa acabou... Pois é meio isso, 1 milhão de dólares na mão de alguém que está com o pé na cova - pelo menos aparenta isso. Mas eis que um dos passados, carregava com ele, o seu futuro, bem seguro nas mãos, pois se soltasse, o pestinha sairia quebrando tudo e, provavelmente, correria como um foguete para o meio da rua, justo na hora que viesse um ônibus - numa rua que nunca, jamais passou um ônibus, mas eles conseguem isso - e isso ia acarretar um bocado de problemas. Firme e seguro nas mãos do passado, o futuro, um pouco entediado, questiona;

Futuro - Ô Vô, o que você ta fazendo aqui?
Passado - To tentando ganhar 1 milhão de reais.
Futuro - Pra quê?
Passado - Pra te comprar uma fabrica de brinquedos.
Futuro - Mas eu não quero uma fabrica de brinquedos.
Passado - Claro que quer? O que mais uma criança poderia querer?
Futuro - Não quero não!!! Saco, vocês nunca me dão o que eu quero!!!
Passado - Cala a boca!!! Olha os outros olhando pra você fazendo cara de chorão... que coisa feia...

Não é à-toa que as pessoas falam que o futuro é incerto e imprevisível...

10/13/2004

Nunca pensei



Que um programa de uma rádio pudesse me fazer tão feliz. Ontem fiquei meio que nas nuvens ouvindo o excelente programa da Lílian Zaremba e a minha historinha sendo lida pela Dona Esther no meio daquela gente toda importantona. Fiquei besta até! Dava até pra responder a pergunta; "Quem você pensa que é!?" na boa.

Tudo tomou uma proporção gigantesca em mim, e me senti reconhecido. Isso é bom de mais!!! Dormi bem de ontem pra hoje, bem tranqüilo... bem acalentado pelo carinho da meia noite no rádio. Eu na rádio MEC FM... quem diria. Rádio toda voltada para a informação e educação de maneira dinâmica e eclética. E eu fazendo parte num pedacinho dessa história e pela segunda vez!!!

A primeira foi com o "Ameno Reseda" - um grupo de música barroca que me convidou para fazer a direção cênica. Eram 3 mulheres lindíssimas; uma tocava violoncelo(Gabriela), a outra cravo(Luciana) e a ultima cantava como uma sereia(Luanda). Se apresentaram na Rádio MEC FM e tiveram a direção cênica muito elogiada pela apresentadora e entrevistadora do programa. Era eu, tirando a maior onda!!!

Agora a Lílian, me coloca lá, de maneira divertidíssima e carinhosa pra ficar na crista da onda de novo. Eu mereço isso?! Sei lá... Mas tenho que parar rápido de reclamar da vida... Sou uma pessoa de sorte. Deve ter haver com meu nome isso... kkkkkkk!!!

É veinho, agora dá pra responder a pergunta;

Eu - Quem? Eu? Penso que sou Sóter França Jr e, se tem um pouco de bom gosto e anda ouvindo a mídia que seres humanos devem sempre ouvir, com certeza sabe quem sou... Agora, se você não tem esse bom habito, meu amigo, tentar de explicar pra que?! Acho até melhor que não saiba nada sobre mim... A distância se faz necessária em hora como está. - Muito besta não? Culpa da Lílian Zaremba... Criou um monstro!!!

Tenho Outro Amigo me divulgando por ai... O Macarra! To com tudo, e te digo, to bem proza também!!!

10/12/2004

A Mulher que Fala com a Lua -
Hoje, Meia Noite - Na Rádio MEC - 98,9FM



De Sóter de Araújo França lido por Esther Lucio Bittencourt programa da Lilian Zaremba texto tirado do site Suave Clorofila

Agora é dia por aqui. Dia claro por seis meses. E assim, a gente vê o Sol passar, bem devagar... devagarinho... Esse é um período bom, pois não faz tanto frio. E a gente sai por ai, às ruas estão cheias e os rostos rosados. Vejam esses sorrisos! Isso mostra que ainda é dia por aqui. A luz traz muita coisa boa para nossa gente. Divertidas brincadeiras, ótimas lembranças, calmaria... Como demora o entardecer... É sempre assim. Parece que o Sol está pra morrer... Que nada! Tão cedo não se vai. E os dias passam, as sonecas são curtas - como um descansar após a bóia. Quando se come? Quando se dorme? Quem se importa? É dia aqui!

Mas quando se sente o vento... O vento! Assim que se repete muito o vento é que é a hora! Basta olhar o verde aqui de volta... Vai ficando claro... clarinho... clarinho... até ficar cinza. Ai embranquece tudo. Mais não neva de cara, não... Cai de mansinho... Tão pouquinho. E a luz se apaga como o começo de um espetáculo. Um lindo espetáculo! A aurora boreal!
O início de uma obra que durará seis meses a partir desse momento! E lá se vai o Sol... É disso que estou falando. Da noite que parece eterna.
Antes de tudo, vê-se no longe a aurora. E só uma moça sai à rua nessa hora. Ela vai cantar pra lua! Ela fala com a Lua! Bem, ela diz que fala... eu não acredito. Mas gosto de escutar... É bonito! Que importa se é verdade ou mentira? Me cativa... então, escuto...
Ela se veste de azul e negro, os cabelos soltos, a pele branca, os olhos azuis clarinhos... como um espírito... ou como imagino que sejam os mortos... Ela anda macio no chão branquinho - como se calçasse apenas meias - e se senta no banquinho. Ai ela espera a Lua. Que sempre vem depois da aurora.
Às vezes vem cheia, às vezes vem fininha. Mas sempre vem!

Quando a lua amarela desponta das pedras, de cima do lago... Ela cantarola. Começa a balbuciava um som, com a boca fechada, como quando se faz ninar as crianças daqui. Tão tranqüila.Tão calma... Sabe, as crianças ficam tristes nessa época, pois vão ter que ficar muito tempo em casa. Morrem de medo de enfrentarem a noite eterna... Correm que se pelam da lua no lago! É por causa de uma lenda que aqui vigora. Eu não acredito. Mas... bem, é mais ou menos isso: Uma doce garotinha foi ver a lua no lago, e ouviu a voz da lua muito clara. Elazinha então, paraliso-se por inteiro. A lua ciumenta disse:

- Não gosto que me deixem só nesse grande lago frio. Se veio até aqui, então cante comigo... - e não contente com a reação da menininha pálida de medo, implorou - Pro tempo passar mais rápido... Canta vai! O que te custa?

- Mas eu... eu... eu não sei cantar nada - respondeu a pobrezinha que nem se mexia, deslumbrada com os olhos da lua.
Então a lua, paciente e garbosa, ensinou a garotinha, os primeiros acordes da sua canção preferida... Fez dos barulhos da noite uma orquestra e da canção um mantra. Repetiu-a várias vezes... e a menina, como que hipnotizada saiu a cantarolar essa cantiga:


"Porque minhas vontades
Não se cessam aqui?
Luar e Vento...
O que mais posso pedir?
Gosto disso como quando sinto
Que posso parar o tempo
Mas isso não basta em mim!
Isso nem me faz esquecer
Que existem outras coisas
Que existe você...
Há quanto tempo vou viver
Com luar e vento
Mas sem beijar você?"


E, sendo assim, ainda cantando essa musiqueta, caminha pro lago frio pra beijar a lua... Beijar a lua! Vejam vocês! E dizem que a lua no lago fazia beicinhos doces, pedindo os beijinhos da guria... Onde já se viu?
Eu não acredito em nada disso! Bobagens. Crendices. Mas tem essa moça do escuro - é como ela é conhecida por aqui - essa que sai na aurora e senta no banquinho para cantar pra Lua... falar com a Lua... Só sei que essa Dona... Como é mesmo seu nome? Ah! Quem se importa com nomes? Enfim... Essa Dona do Escuro disse pra todos que ouviu - agachada numa moita - quando ainda era bem pequenina, a canção da lua, e por isso, durante esses seis meses que se faz dia, fica em casa, no escuro... esperando pela Lua. Quando as noites chegam... Lá vai ela pra rua...
Olha lá! Num disse, ali vai ela! Nossa! Como é linda! Misteriosa... Já é natal? Acho que ainda não... Dizem que o Natal é uma noite mágica... e além do mais, dizem por ai que... Shiii! Olha, ela tá cantarolando... Será que existe alguma coisa mais mágica que isso? Será? Que lindo...

Fim

10/10/2004

Pois então...



Difícil não me apaixonar pelo novo livro que estou lendo, pois a história já começa com a descrição de um homem muito estranho; Alexandr Petrovitch, seu primeiro nome.

Ele era na verdade um assassino que matou sua esposa dias depois do casamento, por ciúmes, e, desde então, tornou-se taciturno e recolhido, não gostava das pessoas, tinha respostas atravessadas que evitavam o continuar de qualquer diálogo. Uma das atitudes do carinha para desbundar seus interlocutores era ficar calado, com um sorriso nervoso, olhando fixamente para o oponente sem proferir um movimento extra. Como se estivesse trincado.

Engraçado foi quando eu li um trecho do livro, onde o narrador, que se mostra muito curioso pela figura, o convida para um "qualquer coisa" em sua casa. O sujeito então o olha friamente e sai atabalhoado pela rua, completamente desesperado, como quem foge de um assaltante.

Enfim... de alguma maneira me vi nessa personagem... Meu adorado "escritor preferido" retratou a minha alma, ou me influenciou muito a mudar meus modos daqui pra frente. Acho que veio a calhar ter as Recordações da Casa dos Mortos.

Valeu Shirley Rox!!!


"Convidei-o repentinamente a minha casa fumar um cigarro. Não consigo reproduzir o pavor que se pintou nos seus olhos. Desconsertado, balbuciou algumas palavras sem nexo, e de súbito, com os olhos túmidos de ódio, pôe-se a correr na direção oposta..." - Dostoievski - "Recordações da Casa dos Mortos"

O que tem rolado na Novela do Pato!



Miriam ( sem email / sem homepage) escreveu: "COMECEI DE NOVO ", a snopse da novela das dezenove horas mais sem informação da televisão brasileira:
Estropícia achava que tinha esquecido Andrei Ivano Vich Vaporubi, mas sua rinite crônica não a deixava enterrar o passado e nem o rapaz. Todas as noites, quando ia pra cama, o nariz entupia e ela se perguntava: onde deixei Andrei Ivanovich Vaporubi? Já Andrei Ivanovich, o vaporubi, é um homem rico, respeitado, mas infeliz. O pai adotivo jamais revelou seu trágico passado: ele algum dia já foi OTRIVINA, um outro tipo de vício da rinite de Estropícia. Traído por seus amigos de infância, pela namorada, pelo padrinho, pela empregada e pelo farmaceutico, Andrei Ivanovich vapourube ainda foi atingido por uma pedrada da janela do Novox, e quase morreu. Andrei foi levado pra Rússia por seu padrinho, Ivan Mishkinhodimaisdaconta, o bruxo horroroso que além de enfeiar a novela estraga o horário do jantar, dá nojo ver aquilo, comendo. "

Se um dia eu parar de rir disso, eu volto a rir na mesma hora!!! To quase chamando uma ambulância aqui... completamente sem ar!!!

10/07/2004

Batatinhas desgraçadas




Batatinhas desgraçadas
Se esparramam pelo chão
O Viskiquinho quando entra
Dá um Zé no cabeção

Quando deita fica bão
Mas se levanta, doidão
Roda tudo, faz suar
Dá vontade de vomitar

Fazem bobagem depois não agüentam
Ficam assim, lambendo sabão
Tão bobinhas... amassadinhas...
De pileki do festão...


Achei isso nas minhas coisas... acho que foi a RaqK que escreveu. Num tem aqui... Será que fui eu? Enfim... é a minha cara do meu momento atual... Uí, ta foda ficar sobrio perante tanta birita. Que Deus me mande mais e mais e mais e mais...

10/05/2004

Meu Rock's Apillll....




Posted by Hello


A Gita me pediu para fazer a logo pro Ravana, esse banda aí de cima. Eu então, com muita alegria, acabei criando isso. A Lu é a vocalista da banda, é a guria de vermelho no desenho, e o baterista não está pelado à-toa; É como ele curte tocar. Adoro essa banda, é praticamente de mulheres muito divertidas e um guri super engraçado. O Máximo!!! Fiz com o maior prazer. A baxista, se não me engando se chama Cappelletti e é de uma elegancia de deixar qualquer um tonto. Vou catar o link do Flog deles ou postar uma foto deles aqui.. pera aí.


Ravana
Posted by Hello

Luciana Lazulli - vocal
Gita - guitarra
Flavia Cappelletti - baixo
Alexandre Diniz - bateria

10/02/2004

Mamãe!!! To na Rádio Mec!!!



A poesia de Hilda Hilst, sua história incomum, alinhavada na fala de outros poetas, como Esther Maria Bittencourt e Sóter França Jr.(veja imagem) será o tema do programa RADIO ESCUTA
terça-feira, 12 de outubro, meia-noite, MEC-FM.


Posted by Hello

clique na imagem para ver no tamanho exato

Segundo Lilian Zaremba!!!