O patinho tavu na lagoa... O Menininho tavu na canoa... Se eu fosse uma brabuleta.... Pegavu ele e butavu na maleta....

3/06/2006

Mas uma sobre Amigos...



Eu encontrei Caju hoje na rua, assim que voltava pra casa do fatídico e calorento banco. Eu dei de cara com ele e falei: "Que isso? Meu dia de sorte?!" E ele: "Caralho!!! Eu não acredito nisso!!! Ontem mesmo falei de ti!!!" Ai rolou aquele abraço, claro!!! No meio da rua sem se preocupar com o que vinha por ela. Uma buzina tirou a gente de lá.

-Vamos tomar cerveja!!!
-Não posso...
-Vai se fudê, mais de 10 anos que não te vejo, vamos sim!

E assim fomos nós, Caju e eu, pro boteco da esquina beber a valer, falar muita merda, rir como duas hienas e, por incrível que parece, escutar histórias novas um sobre o outro e não só reviver o que já era...

Pelo que reparei, estamos bem! Continuamos muito divertidos, mesmo com o passar dos anos e ainda aprontamos poucas e boas. Pelo que senti, estamos muito bem mesmo, com razão pra se fazer muitas coisas por aí e, se rolar um reencontro mesmo, com o resto dos "vira-latas" o mundo corre riscos...

Cheguei em casa bebum, perdi o que tinha que fazer, deixei o mundo rolar sem que eu participe dele, sacou? O mundo foi e eu bebi todas com Caju... Ouvi coisas maravilhosas do tipo: "uma amizade como a sua dura pra sempre, não tem data de validade não senhora..." E babei quando soube que ele e o Pacheco estão com uma banda doida, barulhenta e tão se fudendo pra sucesso, querem é quebrar tudo. Ah! Mas isso pouco importa agora, sei que, às vezes eu acho a minha vida muito charmosa...

Há muitos anos atrás, estávamos: eu, Caju, Pacheco e Silmara na sala de aula, assistindo a patética aula de história do Senhor L. - era um silêncio desgraçado porque Senhor L. escrevia o livro inteiro no quadro e a gente copiava - Pacheco, como quem se distrai com nada, começou a remedar, com a boca, uma bateria de escova de uma suposta bandinha de jazz... Eu então, comecei a fazer o baixo acústico e Caju, uma pianola doida... Silmara se empolgou e remedou um trompete alucinante que fez a turma toda bater palmas pra gente. Senhor L. - espumando de ódio - veio pra cima da gente e só pegou eu e Silmara pra Cristo. Disse ele, com todas as letras, que jamais teríamos amigos de verdade, porque éramos cínicos, debochados e péssimas pessoas...

Hoje pude ver que Sr. L. errou... muito bom isso, muito bom!!!

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