O patinho tavu na lagoa... O Menininho tavu na canoa... Se eu fosse uma brabuleta.... Pegavu ele e butavu na maleta....

2/07/2006

Povo que lava no Rio



Povo que lava no rio
Que talhas com teu machado
As tábuas do meu caixão
Há-de haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não

Fui ter à mesa redonda
Beber em malga que esconda
Um beijo de mão em mão
Era o vinho que me deste
Água pura, fruto agreste
Mas a tua vida não

Aromas de urze e de lama
Dormir com eles na cama
Tive a mesma condição
Povo, povo eu te pertenço
Deste-me alturas de incenso
Mas a tua vida não


Catado por Dulce Pontes

Ai caramba, num consigo parar de ouvir esse cd, o calor me da uma tristeza fenomenal... parece que cresce o que já estava grande em meu peito encharcado de mágoas e desencantos. Nossa, como fica fado português a minh'alma desolada nesse deserto de suadouro que mais parecem lágrimas choradas pelo meu corpo aflito de se estar vivendo essas dores e aís!!! Sinto muito, oh como me sinto tanto... desgraçado sou, nessa desgraçada terra agreste e seca. Minhas entranhas se queimam, como queimam e nada acalma-me, nada consola-me... Oh, como sou infeliz nestas terras de Cabral!!! Descarado português que desencadeou ancestrais aqui, em ninho de Fênix. Jesus amadinho, me console! Amuado estou e findo aos poucos como gotas d'águas em encanamentos quebrados...

"Se eu soubesse
Se eu soubesse que morrendo
Tu me havias
Tu me havias de chorar
Por uma lágrima
Por uma lágrima tua
Que alegria
Me deixaria matar!"


E agora, quem segurará meus tristes aís? minhas duras penas? Aí vida mais ou menos!!!!!

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