O patinho tavu na lagoa... O Menininho tavu na canoa... Se eu fosse uma brabuleta.... Pegavu ele e butavu na maleta....

12/21/2005

Uma história estranha e triste



Sei lá porque me lembrei disso agora, deve ser a quietude desta casa ou essa época escrota e doida chamada Hipocrisia Dingo Bells! Vai saber? Sei que me lembrei disso:

Faz tempo, eu estudava numa faculdade e nela existiam dois caras - uma guria e um guri - que viviam juntos, como carne e unha, e não eram namorados, cachos ou qualquer coisa do gênero. Só eram amigos. Nomes eu não lembro, não me eram chegados, só os conhecia de vista de tanto encontrá-los pelos corredores da faculdade. Eram mesmo, bem amigos de P., uma grande amiga minha.

Engraçado, o que me fez lembrar disso? Tava dormindo agora, e acordei com isso ressoando em meus pensamentos, com as caras dele e dela sorrindo na faculdade.

Lá pelas tantas de um semestre mala daquela faculdade, chegou a mim a estranha notícia que ele havia morrido sei lá de que. De repente, com todo aquele requinte que a morte tem quando vem sem aviso prévio. Dia tal, perto do dia que fui comunicado, era a missa de sétimo dia - sei lá que merda isso significa, e nem quero saber - do rapaz e perguntaram se eu ia... Fui não.

Me lembro que passei por ela (a amiga), no corredor, que mais lembrava um cadáver, me fez me sentir um médium... "I see dead people!" - saca isso? Mas nada dava pra se fazer. Ela havia criado um campo magnético envolta dela que só dava pra ver, impossível se chegar. Era tudo romântico demais, como cartas de amor de Weber para Charlot.

Teve a tal missa, P. foi e veio depois com as notícias de lá. P. então disse:

"A noiva dele, a família paparicava como se ela fosse realmente morrer também. E ela parecia bem, normal. Agora a amiga estava como uma dor, daquelas que te deixa sem se mexer, e ninguém nem falava com ela, como se ela não tivesse o direito de sofrer..."

E assim acaba a história que, sei lá porque, me veio a cabeça e me tirou o sono.

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