O patinho tavu na lagoa... O Menininho tavu na canoa... Se eu fosse uma brabuleta.... Pegavu ele e butavu na maleta....

10/17/2005

Minha alegria é triste...



Eu ando pensando muito na tristeza, na tristeza a que me encontro, nos meus dias que estão bem ruins, mas a saúde ta boa e então vou levando... outro dia eu tava trabalhando aqui no meu quarto e ouvi ao longe a Maria Bethânia cantando "As Canções que Você fez pra mim" do Rei e, quando chegou naquela parte que diz:

"Pois sem você, meu mundo é diferente / Minha alegria é triste..."

Porra, comecei a chorar como se tivessem amputado meu braço... Mas a saúde ta boa, isso que no final importa.

Tudo tem sido muito estranho comigo esses dias, parece que o que pode ser bom, ou virar um lance muito jóia, tem que ser arrancado de mim, pois não deverei ter esse direito nesses dias. Até a ioga ta ameaçado ir pra casa do caralho e eu ficar assim, a ver navios. Pensei até em voltar a fumar, pra dar uma aliviada, já que nem a birita ta ajudando... só me enjoa mais. Minha meditação ta um cu, ando que meio que desistindo dela também e só me vejo parando... parando... parando... dane-se. A saúde ta boa, isso q vale no fim.

Nesses dias, tenho sido regularmente apoquentado por um moleque que estudou comigo na faculdade e não me procura a mais de 20 anos. Era um moleque legal, éramos amigos, mas eu não vejo o porque dessa reaproximação tão sem graça além de relembrar os velhos tempos. Velhos tempos que só me enchem mais o saco. Muita gente sumiu e muita saudade se rompe em mim como um tufão, como se nada pudesse estar quieto e tranqüilo em mim, nem o passado distante pra caralho!!!

Mas nessa de bla bla bla as 11 horas da noite (pasmem, existe alguém que se atreve a me ligar as 11 da noite... isso me deixa sem fala) até a quase 1 da manhã sobre a porra do passado - que só voltou porque esse infeliz descobriu meu telefone - E. falou de uma pessoa, e usou uma coisa como referencia que quase me matou te rir. Ele disse:

E - Lembra de S. - como não lembraria? Que saudade - Era tão engraçado a maneira que ela vinha falar com a gente, sempre assim, tristonha... às vezes ela ia contar um caso qualquer a todos e ficávamos penalizados, dava uma peninha dela, tão frágil... nossa, parecia que ia se quebrar toda, sozinho...

Foi tão engraçado me lembrar disso, foi muito engraçado mesmo. Saber que eu era cercado por figuras pra lá de excêntricas e que hoje não existem mais... Tudo mudou! "Tudo se move, meu amigo..." já dizia o B. Bresch...

A tristeza vai me secando tanto por dentro que consigo rir de coisas assim, mas eu tenho saúde ainda, e isso parece ser o único pólo ainda não atingido... só não sei como ainda não foi...

Opa, se bem que começo a tossir... Hummm, acho que vou ouvir a abertura da Opera "La Traviata", até cuspir sangue.


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