O patinho tavu na lagoa... O Menininho tavu na canoa... Se eu fosse uma brabuleta.... Pegavu ele e butavu na maleta....

4/10/2005

Mas uma sobre sonhos...



Eu tive uma noite ótima ontem, com pizzas, massas e ótima companhia de Shirley Rox e F. E voltei pra casa feliz e leve - estranhamente leve - e fui dormir assim. Aí tive um sonho;

Sonhava que estava flutuando e não via nada. Como se estivesse acordando num barco, mas era muito apertado. Após um tempo, percebi que flutuava mesmo, mas encima de uma água turva que me levava calmamente. Eu estava numa bacia de alumínio. Foi quanto percebi que estava num rio, seguindo, a deriva, a correnteza.

Aí percebi que em uma das mãos estava carregando uma garrafa verde, de champanhe ou coisa parecida, e quando olhei pra mim, me vi nu. O pé tocava na água, que era gelada, mas não me incomodava.

Olhei a volta e fui reconhecendo o lugar, mas sem muita certeza de nada, até passar na bifurcação de Notre Dame. Eu tava no Rio Sena! Pelado, em uma bacia de alumínio, flutuando, seguindo o rio... Vi as pessoas na margem apontando pra mim, nervosas comigo... Eu devia ter bebido muito, sei lá. Tudo era muito real - real de dar nervoso de sentir cheiros - pois não me lembrava como tinha parado ali, o curso do rio não parava, a margem era alta e longe e as pessoas se aglomeravam pra me ver. Toda vez que tentava me mexer, a bacia ameaçava virar e o povo na margem gritava expressões desesperadas.

A angustia tomou conta de mim quando passei pelo Mundo Árabe e vi que estava perto da casa de Raqk e não podia parar aquilo... fui para o Jardin de Plant e seguindo até a segunda entrada para Bastillia, passei aquilo e fui... Chegando perto da fabrica vi que ficava cada vez mais foda de sair do rio, e nem as pessoas me acompanhavam mais... tentei beber o q restava na garrafa, e nada tinha... passei pela fabrica, pelo grande prédio público que não me lembro mais o nome, Paris foi ficando distante... tudo foi ficando pra trás. O Desespero foi tomando tanta conta de mim que decidi nadar...

Virei a bacia, cai no rio caudaloso, senti o frio entrando no meu corpo, esse frio foi ruim. E não senti meus braços, não senti minhas pernas, não os movia mais, só afundava... acordei ...

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