O patinho tavu na lagoa... O Menininho tavu na canoa... Se eu fosse uma brabuleta.... Pegavu ele e butavu na maleta....

10/29/2004

Mais ou menos assim.





1.Ele saiu e foi a uma loja de plantas, entrou e viu uma bromélia em flor, não resistiu e, sabe-se lá porque, foi à flor e beijou.
2.Alguns resíduos de polens da flor ficaram no seu lábio, ele lambeu e então aquilo entrou na corrente sanguínea e foi, diluindo-se no sangue.
3.Manchas azuis foram surgindo no seu corpo e foi transformando ele numa pessoa diferente e muito, mais muito atraente.
4.As pessoas começaram a gostar dele, o que o fez interromper o tratamento com a dermatologista. Não adiantava nada mesmo... era bonito, ficou assim.
5.Um dia, uma pessoa o agarrou e o beijou, com fúria, e o deixou estático.
6.Depois de alguns passos, a valente pessoa, caiu com os seus músculos tensos, teve um espasmo e morreu. Dura como uma pedra... Laudo médico; envenenamento.
7.Ele então, sai da cidade e se posou num outro canto, onde ninguém o conhecia. Lá foi logo avisando; "Sei lá porque, me tornei venenoso..."
8.O efeito foi todo contrário. As pessoas da cidade se apaixonavam pela sua beleza e, quando sabiam que ele era venenoso, entendiam isso de forma hipotética, ou achavam que era um adjetivo sexy, e se encantavam mais ainda.
9.Mas uma vez, outro incidente. Dessa vez, uma pessoa atrevida, o esperou em uma esquina e o atacou. Ele tentou evitar os beijo, mas não foi possível tamanho era o desejo, daquela pessoa transtornada. Mesma coisa; morreu envenenada.
10.O que mais chocava era, que todas as pessoas envenenadas, morriam com um sorriso tão brilhante que parecia, realmente, haver encontrado a felicidade tão sonhada.
11.Isso só aumentou o desejo por ele, e uma dúvida assim o cercava; "Será que vale a pena morrer por um beijo desse homem quase azul?"
12.Algumas pessoas achavam que sim, pois pensavam que a vida não valia nada... Agora outras tremiam de medo... essas eram mais desesperadas.
13.Ele então, se sentindo responsável por tudo aquilo, fugiu correndo da vila e foi pro meio do mato.
14.Correu tanto e tantos quilômetros que caiu numa clareira esbaforido, perto da margem de um rio. Deitou na lama molhada e ali mesmo, dormiu tranqüilo.
15.Ao abrir seus olhos cansados, ele viu na sua frente um sapo. Um sapo azul.
16.Chegou bem perto do bicho, e lambeu suas costas molhadas... respirou profundamente, esperou a morte chegar.
17.Que nada... horas se passaram assim, ele, a lama e o sapo. E nada.
18.Virou-se para o céu, e viu que na copa das árvores havia milhares de bromélias em flor e delas explodiam sapos azuis.
19.Levantou-se, espreguiçou-se longamente, tirou a roupa e percebeu, que era uma pele nova que o revestia, igual ao sapo azul.
20.Ali então ficou. Morando naquela floresta. Aquele que encontra com ele, seja homem ou mulher, por ele fica encantado. Ele então, entrega seu beijo. Depois de morto, o beijado, ele o coloca no rio e deixa as águas levarem o coitado.
21.As populações dali de perto, quando encontram um corpo no rio, olham logo se a sorriso no rosto do cadáver.
22.Se sorrindo ele estiver, logo um fala; "Esse aí, beijou o sapo!"


...Feliz Dia das Bruxas...

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