O patinho tavu na lagoa... O Menininho tavu na canoa... Se eu fosse uma brabuleta.... Pegavu ele e butavu na maleta....

10/19/2004

Eu, M e o Mauricius.



Há tempos nessa cidade aqui, ia abrir uma boate chamada Madame Kaus. Uma réplica, mau ajambrada e de muito mau gosto, de uma já réplica chamada Dr Smith no Rio de Janeiro. Claro que era um lugar com pretensões de mostrar "ao mundo" o quanto Niterói é cafona e mofada.

Bem, eu e M. fomos convidados para trabalhar como RP (Relações Públicas) desse muquifo de Mauricius e Pats dessa cidade bizarra. Pra mim, o convite foi super informal, encontrei um pateta na rua q falou: "Vamos abrir uma casa que é a sua cara e precisamos de você por lá..." - Casa que é a minha cara?! Quem essa gente pensa que é pra saber como é a minha cara?!

Enfim, por causa da forma do convite, pensei; "vou faturar um trocado, vou trabalhar nessa merda." E fui... Encontrei M. lá, no dia da tal entrevista (porra, neguzinho me pára na rua, diz que precisa de mim e me chama pra fazer "entrevista de emprego"... como assim?!). Foi um reencontro fabuloso, pois não nos víamos há muito tempo e por isso, soltamos o verbo. Tagarelávamos como dois viciados!

A emoção de ver M. ali foi tão legal q nem me dei conta que estávamos ali. Até a hora q o Tal Dono da Merda, pediu para ficarmos calados pois ele estava falando, e pra isso, se utilizou da velha frase feita: " Quando um burro fala..."

M - Olha só, meu querido, pra mim, burros não falam... e se falam, eu não os entendo...

Ri muito, porém, nos calamos logo quando podemos ver nos olhos do Dono da Merda que ele não estava brincando. E por isso, ele começou muito bravo seu discurso de boas vindas...

Dono da Merda - Olha só, estava analisando o currículo de vocês - nós havíamos feito o currículo ali na hora, pois nem sabíamos q seria necessário levar currículo pra trabalhar em porta de boate chinfrim - e vi que tem gente aqui que fala até russo - M. fala russo fluente e é Negona, um luxo - o que muito me impressionou, porém, fiquem vocês sabendo que, quem manda aqui sou eu, e não é porque vocês sabem mais do que eu que não terão que cumprir minhas ordens e bla bla bla...

Eu ouvi tudo calado, e tentei me manter calmo com a antipatia do tal Dono da Merda. Até que ele resolveu apresentar o uniforme. Uma calça preta, uma camisa cacharrel uva, e um colete preto - peça de vestuário que eu não usaria nem se estivesse me afogando na baia de Guanabara - com a marca da boate, que não passava de um alvo, estampado atrás. O que era aquilo?! Foi o cara falar a palavra mágica e eu pular da cadeira;

Dono da Merda - Vocês usarão isso de segunda a segunda...
Eu - Nem pensar!!! De jeito nenhum eu coloco essa roupa bichinha suburbana, meu filho... escuta aqui, até ser mandado por alguém mais burro que eu, agüentei sem reclamar porque sei que gente burra é muito fácil de manipular. Agora, daí a ter que ficar vestido dessa maneira é um pouco de mais. Nem pensar que alguém vai me ver assim!!!
M - Imagina isso, realiza!?! Alguém que a gente conhece, aqui nessa cidade minúscula encontrando a gente com um alvo escrito Madame Kaus nas costa!?
Eu - Olha só, todo arrepiado!!!
M - Vamos embora e fingir que isso não aconteceu.
Eu - Vamos agora!!! Se demorar mais um pouco eu saio gritando Socorro daqui. - para M - Mas o que você fez que sumiu de vez?!
M - Ah, não to podendo sair mais não, tenho estudado muito, acabando o mestrado bla bla bla...

E assim fomos eu e M. de lá pra fora, numa tagarelisse sem fim, e, se alguém falou alguma coisa... hummm, juro que não ouvi. Também não entendo o que os burros falam.

Uma singela homenagem ao governo Lula que, como eu sobe, ao ler num artigo pela Internet a fora, está querendo nivelar tudo por baixo.

Nenhum comentário: