O patinho tavu na lagoa... O Menininho tavu na canoa... Se eu fosse uma brabuleta.... Pegavu ele e butavu na maleta....

6/27/2004

Como passou rápido o que já passou...


Passa tão rápido que a gente até esquece, né verdade? Pois ontem conversava com B. e ele contava sobre suas novas manias e, entre sair com a foto do próprio piru mostrando pra todos na rua, tem a mania de bater e apanhar dos outros, de sacanagem... de brincadeira, sei lá... Só sei que B. virou-se pra mim e perguntou; "Você também tinha essas manias quanto tinha minha idade?" - Isso depois de dizer que seu nariz estava doendo de alguma porrada que tomou sem nem imaginar de quem... Eu respondi que não, tentando fazer a linho, que, mesmo não tendo passado por essas coisas, isso era muito normal... pra não assustar o guri. E a conversa continuou, acabou e só agora, quase um dia de diferença, eu me lembrei de coisas...

O fato é que, eu, estudava técnicas de teatro, há muito tempo atrás, pra fazer uma peça de Nelson Rodrigues, com uma guria especialista nisso; violência em cena. Uma das coisas que tive que aprender era, como espancar uma mulher sem machucá-la, mas passando a sensação que a coisa tava pegando fogo... Pois eu aprendi isso e contei pra uma amiga, a N., que logo se interessou em aprender... Ensinei...

Então, nessa mesma época, nós freqüentávamos o Nojento's que, graças ao Seu Zé, não podiam tocar violão lá. Era ótimo, pois sempre odiamos violão. Mas, quando saiamos do Nojento's - como aqui em nossa cidade todo mundo acha que está num cantinho de Minas - sempre tinha um pateta com um violão tocando o repertório do Clube da Esquina - ninguém merece! - e enchendo o saco...

Uma vez, eu e N. aplicamos a técnica! Chegamos no bar, e, bem perto do pateta e seu violão, dei um baita tapa na N. gritando coisas como; "Sua cadela! Eu te odeio!" N. aproveitou e caiu sobre o pateta e até meio que quebrou o violão na queda... Ainda se fazendo de tonta, se levantou e falou; "Não foi nada, não... ele ta nervoso, é assim mesmo... desculpem-me..." E assim, ela veio até onde estávamos, sentou-se e continuou a beber e a conversar como se nada tivesse acontecido... O constrangimento fez o pateta e seus discípulos pularem fora, não mais violão!!! E assim, garantimos durante muito tempo nosso conforto de não ter que ouvir blan blan blan dessa gente bicho grilo fedorenta e chata pra caralho!!!

É, preciso me desculpar com B., no fundo, éramos iguais nas idades... só penso que, eu tinha um pouco mais de senso prático...

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